Do que trata essa joça?

O zé boa vida compartilha experiências que tornam a vida ainda melhor. Podem ser gastronômicas, culturais, etílicas ou simplesmente contemplativas. A idéia é contribuir com aqueles que estejam interessados em visitar algumas das cidades já exploradas pela macacada!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Casa Brasil - O Belmonte disfarçado (Nota 8,5)

Até que enfim vamos falar do que interessa por aqui! Ao meu ver, a melhor coisa que se tem pra fazer com os amigos é sentar numa mesa de bar e jogar conversa fora até o fim do dia, e se possível com uma rodada de piadas faz favor.

Falar de boteco no Rio é sacanagem. Tem de todos os tipos e cada um tem o seu preferido, com o seu garçom do coração. A idéia é que ao longo do tempo, eu possa indicar vários por aqui. Estou até com um projeto bem bacana que é uma espécie de catalogação dos botecos que já andei por essa vida.


Voltando ao assunto boteco no Rio, uma coisa engraçada que eu vi por aqui e nada entendi, foi as cadeias de botecos. Belmonte, Garota, Devassa, da Garrafa, Informal ... cada bairro da Zona Sul tem o seu. Lógico que tem muitos botecos que apenas possuem  a sua matriz e pronto, como o Bracarense, o Jobi, o Chico e Alaíde, o Bar Urca... Enfim, é boteco demais para gente sair citando todos nominalmente por aqui. Mas parece que cada bairro é uma cópia do outro. Mesmos bares, fámacias e supermercados.


Enfim, a dica de hoje é o barzinho Casa Brasil., pois muita gente vem visitar algum familiar no rio e acaba ficando hospedado pelas bandas do Flamengo e Laranjeiras, um pouquinho afastado do circuito turístico tradicional: Copa, Ipanema e Leblon, e não sabem que estão numa região com muito a oferecer também.


O Brasil fica na Praça São Salvador na divisa entre Flamengo e Laranjeiras na esquina da Rua São Salvador com a Rua Senador Correia. Na verdade é um Belmonte com nome diferente. Parece que um dos sócios ou um dos gerentes de algum Belmonte comprou o Casa Brasil e deu uma reformada no ambiente.


O chopp é Brahma como a grande maiorira dos botecos cariocas, e também é tirado na medida. A decoração do ambiente é a mesma da dos Belmontes. Pesando positivamente para o Brasil as fotos de Salvador , Olinda e Rio de Janeiro na parede ao invés daqueles tons verdes limão característicos do Belmonte (meu boteco preferido. Grande Nelson!). O cardápio é o mesmo, inclusive fisicamente falando, e os sucessos pastel de camarão com catupiry, sanduiche de pernil com abacaxi, risoto de camarão.. também são facilmente encontrados por aqui. 

Ainda temos pizzas, o que eu não sei se há no Belmonte original, mas que nesse fim de semana eu procurarei descobrir. Só não deu pra dizer que a simpatia dos gaçons é a mesma da dos garçons do Belmonte. Mas isso eu não vou julgar por que eu não sou habituê do Brasil. Posso ter pegado a turma num dia ruím, embora isso nunca tenha ocorrido no Belmonte da Praia do Flamengo.

Ponto positivo é a divisão de mesas pelo espaço do bar. Tem o terraço em "L" e o salão interno. Para não fugir da regra, ainda tem a turma que fica bebendo em frente do bar, en pé na rua. No dia que eu fui , era comemoração do aniversário de um amigo. Mesa para 15, reservada?1 No Belmonte da praia, nem pensar. Isso foi um outro fator positivo, pois não me pareceu ser um local extremamente concorrido.


Por fim, nos fins de semana você ainda pode curtir um sambinha no fim da tarde, já que a turma se reunue para uma roda de samba na praça São Salvador. Dessa forma, numa escala de 0 a 10 eu dou 8,5 pro cardápio, 8 pro ambiente, 10 pro chopp, 8 para o atendimento , 8 para o preço. O que resulta numa média de 8,5 pro Casa Brasil . Antes que eu me esqueça, uma dica para a mulherada é a caipvodka do local. Embora a Fabi tenha pedido uma de Kiwi, dizem que a de Maracujá é o sucesso do local.






Então é isso pessoal, bom fim de semana a todos e quem sabe eu não descubro um novo local para indicar para vocês ?  Gostaria de mandar os parabéns para o Mago, e mandar uma alô para todos que aparecem nessa postagem : Rafa, Luana, Edir, Zeca, Nina, Mago, Fabi , Julita e 40. Sem esquecer do beijo para minha esposa maravilhosa.




Abs  macacada!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Instituto Ricardo Brennand (Nota 9)

Quem poderia imaginar que existisse algum "legítimo" castelo medieval em plena cidade do Recife? Pois é, lá existem dois famosíssimos: O restaurante Família Giugliano (merece um post próximo) que fica em Boa Viagem e o Instituto Ricardo Brennand , que fica no Bairro da Várzea. 

O Instituto Ricardo Brennand é uma homenagem de um dos mais influentes empresários recifenses ao seu tio homônimo. O espaço é disputadíssimo pela alta sociedade pernambucana para a celebração de seus eventos, mas hoje em dia, são poucas as festas que o Dr. Ricardo autoriza serem realizadas nas dependências do Instituto. A grande maioria são festas envolvendo familiares do clã Brennand, que é bem grande por sinal. Só o Dr. Ricardo teve 8 filhos com a Dona Gracita.

(Instituto Ricardo Brennand)
A idéia de Dr. Ricardo Brennand era deixar um legado para a população local, para ela ter um acesso maior a cultura, coisa que hoje em dia está cada vez mais difícil se observamos as esferas sociais mais carentes.  

Colecionador de artes, ele achou uma maneira de expor o seu acervo particular para a população. As suas obras expostas datam a partir do século XVI e são originárias dos mais diversos cantos do mundo.  

Soube que o processo de aquisição de obras funciona da seguinte forma: Em suas viagens, Dr. Ricardo olha para uma peça de arte e pensa:" Gostei! Vai ficar legal no meu castelo". Aí compra a obra em questão. Depois, a equipe de historiadores do castelo se viram nos 30 para obter dados sobre as obras adquiridas e catalogar tudo direitinho. Foi numa dessas andanças que o Dr. Ricardo adquiriu a porta do castelo que está representada abaixo. Ao menos, foi o que disse Hugo, primo da minha esposa e que trabalha ( trabalhava?) como historiador do IRB.



( eu, minha esposa e Hugo em frente à porta trazida da Europa.)


O IRB ocupa um espaço imenso e extraordinário. Ele está dividido em 2 prédios : O castelo São João (museu de armas) e o prédio da Pinacoteca e  Biblioteca. Mas eu ainda acrescentaria outros dois pontos de interesse, os Jardins e a Entrada do Instituto.

Já na entrada do complexo dá pra se ter uma ideia da suntuosidade do lugar. Um caminho asfaltado com imensos coqueiros cercando a trilha que liga o portão de entrada  aos jardins já serve de cenário para diversas fotografias. O pior é que dizem que todo o Instituto está localizado nos jardins da casa do Dr. Ricardo. Vai ter terra assim lá na casa de chapéu meu amigo!


(um dos jardins com suas esculturas)
Os jardins também são locais bem agradáveis. Com lagos artificiais, esculturas, animais e muito verde, são bem bucólicos e um ótimo lugar para descansar. Nas noites de gala, a iluminação deixa o lugar ainda mais encantador. Você com certeza vai tirar muitas fotos por lá.

Falemos então do Instituto em si. O Castelo de São João abriga a coleção de armas brancas, tapeçarias, esculturas entre outras coisas. O Dr. Ricardo ganhou quando criança do seu tio Ricardo um canivete, e desde então não parou de aumentar sua coleção que é uma das maiores do mundo, tendo cerca de 3000 itens atualmente. Estão expostas armaduras, espadas, canivetes, além de alguns revólveres e outras armas históricas que eu não sei o nome.

Os vitrais das janelas também são muito bonitos e aumentam o encantamento do local. Chama atenção uma armadura para cachorro e a sala do trono. Cuidado para você não acionar o alarme involuntariamente, como eu fiz. Maior susto!
 
Aqui temos o Edir em frente a um dos vários quadros de punhais e  vários cavaleiros. Entre eles um pequeno cão também ostenta a sua armadura.

(Pinacoteca)
    Ao lado do Castelo fica o complexo Pinacoteca/Biblioteca. Na biblioteca encontramos documentos e livros que remontam ao período do Brasil colonial, com ênfase no período da dominação holandesa. Já na Pinacoteca, um espaço com 1200m2, podem ocorrer duas exposições simultâneamente. Ela conta com equipamentos modernos para a preservação de luminosidade, temperatura e umidade. 


Finalmente, não podemos de esquecer de mencionar o "museu de cera", onde 45 bonecos em tamanho original representam o julgamento de Nicolas Fouquet, espécie de Tesoureiro da corte francesa do Rei Sol, Luís XIV.  Terminando o seu Tour, certamente, após de uma tarde inteira viajando pelo tempo, a cafeteria do IRB Lhe parecerá o local ideal para visitar  e descansar.


O IRB abre de terça a domingo das 13 hs às 17 hs e a entrada custa apenas R$ 5,00. Para maiores informações, visitem o site http://www.institutoricardobrennand.org.br/

(julgamento de Fouquet)
(cafeteria)
Esse é um passeio diferente para quem tem a proposta de ir para o Nordeste de férias. Foge um pouco do tradicional praia, sombra e água fresca, mas que vai marcar a sua viagem de um modo peculiar. O preço é nota 10, o ambiente também é 10, o passeio também é 10. Já a localização merece uma nota 7, pois é afastado um pouco da cidade, mas não tanto. O serviço de suporte ao turista é básico, nota 8. Isso resulta numa média 9.

Por fim, gostaria de mandar um abraço para todos que aparecem no post, Edir, Hugo e minha esposa linda, a Luisa.



Abs macacada! Até a próxima!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Conhecendo o Recife Antigo (Nota 8,4)



Finalmente juntei algum material para publicar alguma coisa sobre a minha cidade natal.
Amo minha Recife e me deixa triste ver como ela é mal aproveitada turisticamente. Tanto que cheguei a cursar Turismo na UFPE para tentar compreender melhor essa situação, mas não passei da metade do curso. Larguei por enxergar um futuro melhor no curso de Administração de Empresas que eu cursava em paralelo na UPE.


Hoje, o paradigma turístico do Recife é o turismo de Negócios, Carnaval e porta de entrada para o litoral sul ou escala para Fernando de Noronha. É muito pouco para o potencial da cidade. Recife é um pólo cultural onde todos os ritmos tem espaço e público sedento por novidades. Muitos julgam Recife um dos maiores pólos gastrônomicos do país. Tá certo que alguns serviços básicos para o desenvolvimento da atividade turística da cidade sempre foram precários como a sinalização, a segurança, os transportes públicos e a qualidade da mão de obra do setor. Mas, sempre que volto por lá, desde que eu me mudei pro Rio em 2007, percebo algumas melhoras pontuais.


Enfim, o que espero é poder disponiblizar aqui no blog algumas informações que possam ajudar aos visitantes desfrutar de Recife do modo que só uma pessoa que cresceu na cidade poderia saber de tais locais.


Pra começar, vamos do básico. Qualquer agência de viagem oferece um city tour de um dia por Recife e Olinda. Logicamente, isso é tudo feito de uma forma muito corrida e pouco proveitosa. Eles passam rapidamente pelos pontos importantes do Recife Antigo e passam depois pelo Alto da sé e assim terminam o dia. Você acaba vendo pouco de tudo , mas termina que não vê nada!


Um projeto legal que a prefeitura bolou foi o "circuito dos poetas". Foi implantado em 2007 e conta com 12 estátuas de poetas que aclamaram a cidade em sua obra. Foram colocadas em pontos estratégicos do centro da cidade por haver alguma coisa de sua biografia relacionada àquela localidade. Então, vamos fazer um tour mais slow pelo centro antigo da cidade do Caranguejo. Para conseguir fazer todo o percurso em um dia , é necessário chegar cedinho ao centro da cidade, no máximo às 9 hs.


Para começar, um passeio que até poucos recifenses conhecem é a ida ao parque das esculturas do Marco Zero. É onde ficam as obras polêmicas do Francisco Brennand.


(Parque das Esculturas em reforma 2008)
Na época em que estive por lá na última vez em 2008 estavam fazendo manutenção nas esculturas. Eu costumo ir lá de carro. Para chegar lá, você deve vir de carro pela avenida Beira Mar de Boa Viagem e cruzar o bairro de Brasília Teimosa. O acesso ao parque se dá pela rua João Marques dos Anjos.



Caso você não tenha como ir de carro, os taxistas não levarão você lá.  A solução é ir ao marco zero no Recife Antigo e se aventurar num dos barquinhos que fazem a travessia do Rio. De lá, você vai poder curtir uma vista diferenciada do Bairro do Recife.Vejam abaixo na foto que eu achei na internet o parque das esculturas, o rio Capibaribe e a praça do Marco Zero.

Depois, estamos prontos para dar uma voltinha pelas ruas históricas do Recife Antigo. Com o roteiro da poesia, temos como entre uma estátua e outra conhecer todos os principais monumentos, além de admirarmos o cenário do Recife por diversos ângulos.  As 12 estátuas estão dispostas de modo que você possas fazer o circuito de uma maneira bem agradável. No site da prefeitura do Recife eu achei o mapa com o roteiro completo. 


Como já estamos no marco zero, vamos começar pela estátua nº 6, do Antônio Maria Araújo de Morais que fica na Rua do Bom Jesus, local de bohêmia e que no Carnaval fica tomada pelos blocos. Nessa rua está a Sinagoga mais antiga das Américas, o observatório da Torre Malakoff e a praça do Arsenal da Marinha. Antônio Maria Araújo de Morais nasceu no Recife e iniciou sua vida artística aos 17 anos na Rádio Clube de Pernambuco como apresentador de programas musicais. Compôs em 1951, o Frevo nº 1 do Recife, o primeiro de uma série de cinco. Sua escultura é de concreto armado polido e está na rua do Bom Jesus, no Recife Antigo. Antonio Maria está sentado em banco de concreto, situado em frente a outro banco vazio, convidando o visitante a conversar com o poeta e relembrar seu legado de belas composições da música brasileira.

Seguindo o circuito, como o Centro do Recife é um "pouco" quente e pode ser perigoso para quem não está acostumado com o local, vamos cortar algumas estátuas nessa minha sugestão. Partimos então para a estátua de nº 3, a de Capiba. Mas antes, passamos pela praça da República, local da sede do governo estadual e do Teatro de Santa Isabel. Outro ponto de interesse que fica bem próximo à praça é o convento de Santo Antônio, que fica na Rua do Imperador D Pedro II.

(Vendo a Rua da Aurora da Rua do Sol)
Enfim, seguindo o roteiro chegamos a estátua de Capiba. O mais conhecido compositor de frevos do Brasil, Lourenço da Fonseca Barbosa – Capiba, nasceu em Surubim no interior do estado, mas adotou o Recife como cidade onde permaneceu até o fim da vida. Representado na rua do Sol, em pé num balcão antigo, a estátua de Capiba evoca os velhos carnavais e saúda o desfile do Galo da Madrugada e o autêntico frevo pernambucano. A obra convida o folião, ao lado de Capiba, assistir ao Carnaval do Recife e cantar Madeira que cupim


A essa altura, a sua barriga deve estar colando nas costas de tanta fome. Provavelmente você deve ter feito algum lanche no caminho (sugiro entrar em alguma loja de sucos e experimentar os sucos de cajá, graviola ou pitanga.), mas enfim é chegada a hora do almoço. Aqui deixo duas opções:  Seguindo na rua do sol, na praça Joaquim Nabuco, encontra-se o restaurante Leite. Especializado em comida portuguesa, é o restaurante mais antigo em funcionamento do Brasil. Excelente comida! Depois dedicaremos um post exclusivo a ele. Porém, é caro comer no Leite. Quão caro? Uns 70-80 reais por pessoa. Se o seu orçamento estiver um pouco apertado, continue com o nosso roteiro da poesia. A próxima estátua a ser visitada é a de nº 11 do rei do Baião, Luís Gonzaga, e ela fica em frente a casa da cultura de Pernambuco. Lá existem lanchonetes com comidas típicas. Mate a fome com tapiocas, bolos de rolo e caldo de cana. 



(Casa da Cultura)
Luiz Gonzaga nasceu no município de Exu, no sertão pernambucano e faleceu no Recife. Foi o maior responsável pela divulgação da música nordestina no Brasil. Localizada em frente à Casa da Cultura, a escultura de tamanho natural, em concreto colorido e patinado, mostra Luiz Gonzaga tocando a sanfona. O triângulo e a zabumba que compõem a obra sugerem uma brincadeira do público completando os personagens do Trio de Forró. A casa da cultura é uma antiga prisão do século XIX que teve suas selas transformadas em quiosques onde vendem-se artesanatos e comidas típicas do estado de Pernambucano. Aqui quem não chora não mama na hora de negociar os preços com os artesãos.

Se formos fazendo isso tudo, devemos estar saindo da casa da cultura por volta das 15:00 hs. Vamos ver a estátua de nº10 no mapa que fica no pátio de São Pedro, local da noite dos tambores silenciosos e de muita importância para o movimento Afro. Francisco Solano Trindade foi poeta, cineasta, pintor e teatrólogo, tendo sido fundador do Pólo de Cultura e Tradições Afro-Americanas em 1954. A escultura em concreto armado polido, no Pátio de São Pedro, representa o poeta Solano Trindade, em pé em cima de um tambor de Maracatu, onde segura um sino de bronze. O tambor serve de base para a escultura e pequeno palco para recitais, discursos, falas e qualquer interatividade de postura, fala e teatro, como tribuna para auto-expressão.

(Mercado de São José)
Por trás do Pátio de São Pedro encontra-se o Mercado de São José que também é um ponto turístico interessante. O mercado popular funciona há 135 anos  e é um bom local para se ver o dia dia típico da população local. Mercearias, bares e lanchonetes dividem o espaço com as tradicionais tendas de mercadores. Como o foco desse roteiro são os poetas, sugiro perder no máximo 30 minutos dando uma volta no mercado.

Estamos perto do fim do mini-roteiro aqui proposto. Como o dia termina cedo em Recife (por volta das 17:30 hs o sol está se pondo) a idéia é contemplar o por do sol ao lado da estátua de nº 9 do mapa. 


(estátua de Joaquim Cardozo)
Joaquim Cardozo publicou seu primeiro livro aos 50 anos de idade e morreu sem ter o reconhecimento do grande público. Mas os críticos sempre o classificaram como um dos maiores poetas da língua portuguesa no século XX. A obra poética de Joaquim Cardozo tem como temas constantes o Recife e o Nordeste. A escultura em concreto armado polido, representa o poeta Joaquim Cardozo recostado ao balaústre dos arcos que ladeiam a ponte Maurício de Nassau, já que o Rio Capibaribe por diversas vezes é temática de sua obra.

O sol já não nos acompanha mais no nosso roteiro, mas ao encontro do último poeta ainda podemos parar na igreja da Madre de Deus. Enfim chegamos na rua da Moeda. Lá encontraremos um dos ídolos da juventude antenada pernambucana. Francisco de Assis França, nasceu em 13 de Março de 1966, no interior de Pernambuco. Na década de 90, uniu-se a grupos de maracatu e hip hop e criaram um gênero musical que resultou numa mistura de ritmos dos tambores, guitarras, frevo, embolada, xaxado, rap e rock. Junto à Nação Zumbi, Chico Science foi o responsável pela criação do movimento Manguebeat. A escultura em resina e fibra de vidro com acabamento em apliques de tecido e palha, representa a figura do mangueboy Chico Science. Equilibrada em uma alfaia de Maracatu, a escultura se encontra na Rua da Moeda, encrustrado no alto de um poste de concreto.


(Chico Science)
Para terminar bem o dia, a sugestão é sentar numa mesa do Bar Burburinho, local onde a cena intelectual do Recife se reúne para por o papo em dia sempre ao som da boa música e regado a muita loira gelada e petiscos tradicionalíssimos.


Ao final do dia, terão sido visitadas 6 das 12 estátuas dos poetas. Lógico que você pode visitar essas 12 estátuas num único dia, mas não poderá se permitir descobrir os principais pontos do entorno. Cada um sabe o que é melhor para o seu gosto, mas esse é um roteiro que eu costumo fazer com amigos que levo para conhecer a cidade e todos eles costumam gostar bastante.


Analisando o passeio: Custo nota 10, pois é de graça; Localização nota 9, você terá que se deslocar um pouco para chegar até o centro da cidade, mas nada que atrapalhe; Passeio em si  8,5 pois você aprenderá muito sobre a cultura e história do Recife, aproveitando de cenários e aspectos culturais únicos; Ambiente 8, apesar de alguns lugres belíssimos, você certamente passará por locais feios e até certo ponto fétidos no centro do Recife; Atendimento ao turista 6,5, como toda cidade turísitca do Nordeste terão aqueles que tentarão se aproveitar dos turistas. Isso Dá uma média de 8,4



Então é isso macacada!


Abs e até a próxima

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sushi no Via Farani (Nota 8,25)

Falemos hoje de um assunto que será extremamente corriqueiro por aqui no blog: Comida!!
Eu adoro comer bem. Pouco importa se em casa, em restauantes, nos barzinhos ou em pé na rua. Sem dúvida alguma, gastar dinheiro com uma boa mesa não é sacrifício algum para mim.


Bem, herdei o gosto pela comida do meu pai. Temos uma leve descendência luso-italiana que certamente contribuiu bastante para esse hobbie que construí. Quando mais novo, eu era fissurado nas cantinas italianas, mas hoje já estou com um paladar mais sofiticado e sempre aberto a novas experiências gastronômicas.


Mais uma vez falarei da cidade em que vivo e não da minha terra natal. E para começar a falar do tema propriamente dito, pensei em dar uma sugestão que muita gente vai curitr. Onde tem um bom japonês para ir na cidade do Rio?


Confesso que na minha infância, poucos eram os restaurantes japoneses que existiam em Recife. Forçando a memória, recordo do Tepan da Encruzilhada e da Taberna Quina do Futuro. Depois, foi só aparecer o Sushi Bar na série Malhação da TV globo que de repente o que mais vi na Mangue Town foram restaurantes japoneses. Passou a ser "cool' comer "japonês"(é assim que se fala por lá tá?! Sem sexualismos, por favor!). Para mim, que sempre estive em contato com a cultura nipônica devido ao judô, foi uma excelente descoberta. Há uns 10 anos que todo mês eu como ao menos uma vez em algum restô japônes. Não é tão frequente, mas dá para adquirir um conhecimento legal sobre o tema.


Para começar, precisamos desmitificar uma coisa: Japonês não é tudo igual e restaurante japonês então...
Aí é que difere mesmo um do outro! Existem os restaurantes românticos, para se ir a dois. Tem aqueles mais tradicionais, para se ir com a família. Há também os tipo buffets, para ir com a galera comer tudo o que aguentarmos. At least but not last, existem o para azaração, os lounges e afins.


Uma das minhas poucas decepções no Rio de Janeiro foi o tal do Sushi Leblon. Parece que foi o primeiro japa a  estourar na cidade maravilhosa. Fica na Dias Ferreira e é frequentado por celebridades. Como todo bom restaurante do Rio, existe a fila de espera. Normal. Já me acostumei e não tirei pontos dele por isso. O que mais me incomodou mesmo foi o barulho no recinto. Sem falar que as mesas ficam uma em colada a outra e eu fui obrigado a ouvir a conversa das duas mesas que estavam à minha esquerda. Isso porquê eu estava encostado numa parede, pois caso contrário seriam mais duas mesas para eu participar da conversa. Se ainda fossem conversas interessantes, mas tinha um playboy que estava querendo impressionar a fêmea que estava com ele e só arrotava M.  Quanto ao sabor, nada de mais nos sushis. A sobremesa também não era grande coisa. O que salvou mesmo foi o prato da boa lembrança que eu pedi : " Massa udon ao leve curry e coco". Uma massa com frutos do mar excepcional (Não sabe o que é a associação da boa lembrança?!) Depois eu posto sobre ela por aqui.  Enfim, só valeu mesmo pra dizer que fomos. Pegamos o nosso prato da boa lembrança, colocamos na nossa parede e não temos a intenção de voltar lá. Achei que o preço foi muito alto pra o que se propunha.


Tá bom então. O que eu sugiro? A minha sugestão não é tão romântica quanto um japa pode ser, mas certamente você vai ter uma experiência muito saborosa num ambiente bem legal.  O " Via Farani"  pasta e sushi  é um restaurante que fica num casarão na rua Barão de Itambi 73, esquina com a Rua Farani. Fica na "fronteira" dos bairros Flamengo e Botafogo. No primeiro andar funciona o italiano. No segundo o japonês.


(Fachada do Restaurante)


Vou me ater apenas ao sushi nesse post. Existe a opção de se comer " a la carte" ou de entrar no rodízio, que funciona diariamente."A la carte" existem mais opções de pratos do que no rodízio. Entretanto, são tantas opções dentro do rodízio, que não preferí-lo pode ser chamado de uma burrice financeira imensa. Mas, cada um é livre para escolher o que quiser. Não é mesmo?


Bom...Vamos aos fatos. Jantar no Rio pode ser bem mais caro do que outras cidades brasileiras. Um rodízio de japonês digno, você encontra na zona sul a partir de R$ 35,00 + 10 %. Só que para mim e minha esposa, uma coisa é fundamental se vamos comer num rodízio de comida japonesa: O sushi/sashimi tem que ser feito na hora! Ou seja, nada de mesinha com o peixe exposto. Acreditamos que corte feito na hora não tem comparação. Dessa forma, o preço de partida já aumenta um pouco: R$ 45,00 + 10 % na zona sul do Rio.


Nessas horas dá uma saudade ainda maior de Recife, onde comíamos por R$ 20,00 + 10%. Assim, o preço de R$ 51,50 + 10% que pagamos na última sexta-feira, quando tirei as fotos deste post, apesar de salgado é justo para o mercado onde me encontro.


Chegando no ambiente japonês do restaurante, vemos alguns itens típicos da decoração oriental, como a luminária da foto abaixo:




Lá, existem 3 mesas grandes típicas japonesas e com um pouco de sorte você pode ficar nelas. Para isso, você tem que seguir o ritual de tirar os sapatos e comer descalço. Caso queira, pode pegar uma das sandálias japonesas que eles disponibilizam para os clientes.




Caso não consiga lugar numa dessas mesas, ou até mesmo por questão de preferência, existe a opção da mesa comum. Nelas é normal encontrarmos casais, ou grupos de até 6 pessoas. Mais que isso, o indicado são as mesonas japonesas. Na próxima foto podemos ver o salão das mesas com os sushimen ao fundo preparando os pratos.




O esquema do restaurante é simples. Os garçons entregam 2 papéis e a mesa pede quanto de cada prato vai querer. Não tem limite de rodadas nem de quantidade de itens por prato pedido. Só que o cliente não pode desperdiçar comida. A cada peça pedida deixada de fora, o cliente paga R$ 1,50.





O que me agrada é a variedade de itens disponíveis para o rodízio. Além de sushis,sashimis, rolls e temakkis existem opções bem interessantes, como a porção de nirá (restrito a sazonalidade), a lula empanada ou o espetinho de camarão. Os pratos são super bem feitos e o sashimi muito bem cortado, chegando a desmanchar na boca. Uma boa dica é pedir o sashimi poonzo . Ele vem levemente tostado nas bordas. Não perguntei ao garçon qual o procedimento utilizado para dar aquela testura, mas achamos que ele é ligeiramente passado na chapa. Ah! uma outra dica que nem consta no cardápio é o Makkishow, esqueci de anotar os ingredientes, mas você pode pedir de olhos fechados, sem medo de errar!


(Sashimi poonzo)






O ponto fraco da casa para mim são as bebidas. Mais de uma vez que chegamos lá e a cerveja não estava no ponto ideal. Se bem que comer um rodízio de sushi tão gostoso a base de cerveja é meio complicado. O "efeito estufa" age muito mais rápido e acaba tirando o espaço das deliciosas iguarias. Então, como teria que acordar as 7 da manhã do sábado para ir no treino de judô, resolvi não radicalizar no saquê. Perguntei à macacada que tinha chegado antes de nós e já havia iniciado os trabalhos na cerveja como ela estava. Não senti muito empolgação por parte deles quanto a loira supostamente gelada, resolvi pedir uma caipivodka então. O garçon disse que tinha uma a base de "lima da pérsia". Eu, matuto com origens em Floresta do Riacho do Navio, no Sertão de Pernambuco, pedi na hora:  Me dá uma frescura dessas daí mesmo!
( caipivodka de lima da Pérsia - Muita fireula e pouco conteúdo)



Tem nome bonito e um "visu" até bacana, mas não achei nada demais. Pensando no treino do dia seguinte, abortei a operação etílica da noite e acabei no refri mesmo. Maldita coca-cola imperialista! 




(tá bonito esse Yakissoba hein?!)
 


Não podia terminar a noite sem fazer menção ao yakissoba e o harumakki de camarão da casa.


 



Mas, para fechar com chave de ouro,a boa notícia é que a sobremesa também está inclusa no rodízio. Tá, nem todas as sobremesas do cardápio estão. Quase nenhuma pra falar a verdade. Entretanto, vai dizer que esses harumakis (canudinhos) de chocolate/ banana/morango com sorvete de creme e calda não compensam a falta de opções?







Chega ao fim a primeira night gourmant do blog e me despeço de todos com a foto da macacada que apreciou juntamente comigo esse banquete. Um alô para Rafa, Luana, Mago, Fabi, Carlinha, Dudu, Carla (sim , são duas Carlas diferentes) e um beijo para minha esposa Lu.
 

Faltando apenas o julgamento do local: Preço recebe uma nota 8,5 pois apesar de estar um pouco acima do mercado o que é oferecido acaba por compensar; Cardápio nota 10, além de variado é tudo muito bem feito; Atendimento nota 8, apesar de estarem sempre atenciosos, algumas vezes esqueciam o que tínhamos pedidos e tínhamos que relembrar-los. O ponto fraco do local são as bebidas. Cerveja não tão gelada, caipivodka sem personalidade e o refri també não estva tão gelado, nota 6. O ambiente merece uma nota 8. A localização em um casarão histórico de Botafogo merece uma nota 9. Isso dá uma média de 8,25




abs macacada!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Melhor vista do Rio - Escalando a Pedra da Gávea (Nota 9,25)

Essa é a postagem inaugural do blog. Deveria começar falando da minha terra natal, Recife, pois é a que teria mais assuntos para serem abordados. Mas a estrada é longa e eu certamente ainda falarei muito sobre a Veneza brasileira.


Por quê então começar com o Rio de Janeiro, e logo com a Pedra da Gávea? Bem, já vai completar 3 anos que vivo em solo carioca, portanto, é a segunda cidade que eu tenho mais propriedade para sugerir programinhas para vocês. Como a idéia é apresentar experiências gerais, mas bem detalhadas, tenho nesse exato momento acesso a algumas fotos de quando eu resolvi escalar a Pedra da Gávea com um grupo de amigos. Dessa forma, posso fazer uma postagem mais interessante do que qualquer outro programa nesse exato momento.


Dizer que o Rio é lindo ou que é uma terra abençoada por Deus é chover no molhado. Mas acredito que o grande diferencial do Rio é o contraste entre morro, floresta, praias, concreto e lagoas. Fica até difícil acreditar que estamos na segunda maior cidade do Brasil quando vemos tantas florestas encravadas no meio da cidade. Esse contato com a natureza permite ao carioca viver num rítmo mais "slow", sempre de bem com a vida.


Também curto muito isso, esse contato com a natureza, e em Janeiro de 2009 recebi um convite de um amigo meu de infância que também está morando no Rio para fazer uma trilha que o alemão que morava com ele tinha mostrado a ele. Perguntei se não era uma trilha muito casca grossa, pois nunca tinha feito algo semelhante. Ele disse que era de nível médio, mas como eu era um ex-atleta e ainda dava umas malhadas de vez em quando não iria sentir nada. Aceitei o convite e já de pronto chamei uns outros amigos.


A idéia era simples: sábado Às 8 hs da manhã nos encontraríamos no super mercado Zona Sul da Pç General Osório no início de Ipanema para o café da manhã reforçado, a base de frutas,pães e sucos. Depois pegaríamos um busão e desceríamos no início da barra, segundo ponto de ônibus após a saída do Túnel do Joá. Teríamos que começar a subir a pedra, no máximo às 9 30hs (o que já é bem tarde se tratando de trilhas) para evitar o sol forte do meio dia. 


Resultado, como éramos um grupo de 7, a maioria baladeiro, só chegamos todos às 9 hs no Zona Sul. Por volta das 10 pegamos um busão na beira-mar e rumamos para o nosso destino. No caminho, uma maior figuraça se interessou pelo nosso programa. O cara também era de Recife e vivia no Rio a um tempão. Ganha a vida com instrutor de vôo livre. O caminho de busão pela orla por si só já vale o dia. O Vidigal com certeza tem a melhor vista do Rio, ao menos era o que eu acharia até o fim do dia.







Descemos do ônibus e o relógio começou a contar o tempo de caminhada para o topo da pedra da gávea. Atravessámos a ponte velha, passamos por um monte de motéis e chegamos a um condomínio. Lá pedimos licença ao vigilante e pedimos para ele tirar uma foto nossa . Saca a felicidade da galera, sem saber o que estava por vir:

Aproveitando para mandar um abração para toda a macacada que participou dessa empreitada : Mano, Bel, Mi, André, Marina e Doidão. No fim éramos 4 recifenses, um mineiro, uma carioca e uma alemã. 

Começamos a subida que duraria 3 horas para chegarmos até o topo da Pedra da Gávea. A pedra da Gávea que pelo Wikipedia  é um monólito de gnaisse com topo de granito subindo 842 metros acima do nível do mar, e o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. Ou seja, a parada é alta. Mas não precisava ser uma trilha tão íngreme né?!  Dá uma olhada na situação roots da trilha :











É o caminho todo assim, usando as raízes como corrimão e o da frente servindo de cobaia para descobrir os buracos e os galhos que acabam batendo na cabeça do cidadão.  A pedra já foi cenário do filme dos trapalhões e é cheia de lendas a seu respeito, dizem até que é um portal para outra dimensão e tem algo a ver com os extra terrestres. Mas o que eu achei legal é que até o topo , existem alguns mirantes onde podemos dá uma recuperada legal , como esse aí debaixo, onde vemos o desenho todo geometricamente perfeito da Barra da Tijuca:


Aí já estávamos prestes a chegar na Carrasqueira. Uma escaladinha de 30 mts até certo ponto fácil. Só que o infeliz do meu amigo que organizou o evento, simplesmente não levou corda alguma. O pior, sabe o porquê do nome carrasqueira? muita gente já morreu por lá. Bem, eu que fui menino criado subindo em " pé de árvore" e em telhado do vizinho para recuperar bola de futebol, não ia chegar tão perto do topo da pedra e voltar por causa de medinho né? Mas atenção, a descida foi um pouco complicada e alguma das meninas do grupo passaram maus bocados. Não repitam isso, por favor, e procurem um guia local para fazer esse passeio. No google vocês acham um rapidinho. 


O dia estava meio nublado, o que aumentava o mormaço do verão, e os mantimentos hídricos estavam se esgotando muito rapidamente.(Sugiro levar duas garrafa de 1,5 lts de agua mineral e mais uma de gatoradereidratarpo..a! Nessa hora eu entendi o que aquelas propagandas da tv querem transmitir com a idéia de transpor seus obstáculos, viva no limite e etc.. Passado o êxtase inicial, passamos a contemplar o "visu" e tive que passar a coroa de melhor vista do Rio para o topo da Pedra da gávea. Sorry Vidigal!  Vejam se eu estou errado:








Almoçamos nossas barrinhas de cereais, frutas (não se assustem, a casca de banana da foto foi devidamente recolhida!) e terminamos de vez com os nosso recursos hídricos. Afinal, para baixo todo santo ajuda! Depois deu tempo de tirar um cochilo, meditar, contemplar e até fazer algumas macaquices e poses estranhas para as fotos. Como essa:






Pela inclinação da sombra em relação aos corpos dá para perceber que a idéia de evitar o sol do meio dia tinha ido para o saco a um tempão né? Começamos a descida de volta por volta das 14 hs. A descida realmente foi bem mais rápida que a subida. Para premiar, na finzinho da trilha tem uma cachoeirinha que serviu pra refrescar todo mundo. Não vou negar que aproveitei para matar a sede nela. Até hoje estou vivo e nenhum verme se desenvolveu no meu organismo. Para completar o dia, sei que muito turista que vem para o Rio está a caça de celebridades que nem um paparazzi, e nesse dia, na saída da cachoeira encontramos com o Bruno Gagliasso com a sua namorada, a època, Giovanna Ewbank e mais uns amigos por lá.  Mas por favor, ao ver um artista : be cool! Único global que gosta de tumulto na rua é ex-bbb. Por isso, fizemos de conta que eram reles mortais, demos boa tarde ao cruzar com todos, já que essa era a praxe com todas pessoas que cruzamos durante o dia. Depois foi que uma das meninas falou: - Vocês viram quem eram?

Bem, enfim foi um dia muito especial, e todos saímos muito felizes como vocês podem perceber abaixo:



O vigilante (o mesmo da manhã) perguntou porquê estávamos tão calados. Estávamos sem forças , mas que foram devidamente recuperadas através da água de coco  e, não vou mentir, da coca-cola gelada que bebemos assim que chegamos de volta a civilização. Nos separamos e cada um pegou o seu busão de volta para casa.

Essa foi a primeira trilha que eu fiz no Rio, e até hoje estou com vontade de fazer um curso de montanhismo. Espero resolver essa pendência ano que vem, mas no inverno, para evitar o sol no meu cocoruto.  Fica essa sugestão para os visitantes de passagem pelo Rio.


Eis o meu julgamento quanto ao passeio. Preço é nota 10, pois é de graça; localização 8,5, pois é um pouco complicado para você chegar lá caso não tenha carro; O passeio em si (adrenalina, visual, etc..) é nota 10; A estrutura para quem vai lá é baixa, mas nada diferente de quem está acostumado com trilhas, ainda possui algumas placas e atrilha é bem cuidada, nota 8,5; Isso dá uma média de 9,25.



Abs macacada!