Eu adoro comer bem. Pouco importa se em casa, em restauantes, nos barzinhos ou em pé na rua. Sem dúvida alguma, gastar dinheiro com uma boa mesa não é sacrifício algum para mim.
Bem, herdei o gosto pela comida do meu pai. Temos uma leve descendência luso-italiana que certamente contribuiu bastante para esse hobbie que construí. Quando mais novo, eu era fissurado nas cantinas italianas, mas hoje já estou com um paladar mais sofiticado e sempre aberto a novas experiências gastronômicas.
Mais uma vez falarei da cidade em que vivo e não da minha terra natal. E para começar a falar do tema propriamente dito, pensei em dar uma sugestão que muita gente vai curitr. Onde tem um bom japonês para ir na cidade do Rio?
Confesso que na minha infância, poucos eram os restaurantes japoneses que existiam em Recife. Forçando a memória, recordo do Tepan da Encruzilhada e da Taberna Quina do Futuro. Depois, foi só aparecer o Sushi Bar na série Malhação da TV globo que de repente o que mais vi na Mangue Town foram restaurantes japoneses. Passou a ser "cool' comer "japonês"(é assim que se fala por lá tá?! Sem sexualismos, por favor!). Para mim, que sempre estive em contato com a cultura nipônica devido ao judô, foi uma excelente descoberta. Há uns 10 anos que todo mês eu como ao menos uma vez em algum restô japônes. Não é tão frequente, mas dá para adquirir um conhecimento legal sobre o tema.
Para começar, precisamos desmitificar uma coisa: Japonês não é tudo igual e restaurante japonês então...
Aí é que difere mesmo um do outro! Existem os restaurantes românticos, para se ir a dois. Tem aqueles mais tradicionais, para se ir com a família. Há também os tipo buffets, para ir com a galera comer tudo o que aguentarmos. At least but not last, existem o para azaração, os lounges e afins.
Uma das minhas poucas decepções no Rio de Janeiro foi o tal do Sushi Leblon. Parece que foi o primeiro japa a estourar na cidade maravilhosa. Fica na Dias Ferreira e é frequentado por celebridades. Como todo bom restaurante do Rio, existe a fila de espera. Normal. Já me acostumei e não tirei pontos dele por isso. O que mais me incomodou mesmo foi o barulho no recinto. Sem falar que as mesas ficam uma em colada a outra e eu fui obrigado a ouvir a conversa das duas mesas que estavam à minha esquerda. Isso porquê eu estava encostado numa parede, pois caso contrário seriam mais duas mesas para eu participar da conversa. Se ainda fossem conversas interessantes, mas tinha um playboy que estava querendo impressionar a fêmea que estava com ele e só arrotava M. Quanto ao sabor, nada de mais nos sushis. A sobremesa também não era grande coisa. O que salvou mesmo foi o prato da boa lembrança que eu pedi : " Massa udon ao leve curry e coco". Uma massa com frutos do mar excepcional (Não sabe o que é a associação da boa lembrança?!) Depois eu posto sobre ela por aqui. Enfim, só valeu mesmo pra dizer que fomos. Pegamos o nosso prato da boa lembrança, colocamos na nossa parede e não temos a intenção de voltar lá. Achei que o preço foi muito alto pra o que se propunha.
Tá bom então. O que eu sugiro? A minha sugestão não é tão romântica quanto um japa pode ser, mas certamente você vai ter uma experiência muito saborosa num ambiente bem legal. O " Via Farani" pasta e sushi é um restaurante que fica num casarão na rua Barão de Itambi 73, esquina com a Rua Farani. Fica na "fronteira" dos bairros Flamengo e Botafogo. No primeiro andar funciona o italiano. No segundo o japonês.
| (Fachada do Restaurante) |
Vou me ater apenas ao sushi nesse post. Existe a opção de se comer " a la carte" ou de entrar no rodízio, que funciona diariamente."A la carte" existem mais opções de pratos do que no rodízio. Entretanto, são tantas opções dentro do rodízio, que não preferí-lo pode ser chamado de uma burrice financeira imensa. Mas, cada um é livre para escolher o que quiser. Não é mesmo?
Bom...Vamos aos fatos. Jantar no Rio pode ser bem mais caro do que outras cidades brasileiras. Um rodízio de japonês digno, você encontra na zona sul a partir de R$ 35,00 + 10 %. Só que para mim e minha esposa, uma coisa é fundamental se vamos comer num rodízio de comida japonesa: O sushi/sashimi tem que ser feito na hora! Ou seja, nada de mesinha com o peixe exposto. Acreditamos que corte feito na hora não tem comparação. Dessa forma, o preço de partida já aumenta um pouco: R$ 45,00 + 10 % na zona sul do Rio.
Nessas horas dá uma saudade ainda maior de Recife, onde comíamos por R$ 20,00 + 10%. Assim, o preço de R$ 51,50 + 10% que pagamos na última sexta-feira, quando tirei as fotos deste post, apesar de salgado é justo para o mercado onde me encontro.
Chegando no ambiente japonês do restaurante, vemos alguns itens típicos da decoração oriental, como a luminária da foto abaixo:
Lá, existem 3 mesas grandes típicas japonesas e com um pouco de sorte você pode ficar nelas. Para isso, você tem que seguir o ritual de tirar os sapatos e comer descalço. Caso queira, pode pegar uma das sandálias japonesas que eles disponibilizam para os clientes.
Caso não consiga lugar numa dessas mesas, ou até mesmo por questão de preferência, existe a opção da mesa comum. Nelas é normal encontrarmos casais, ou grupos de até 6 pessoas. Mais que isso, o indicado são as mesonas japonesas. Na próxima foto podemos ver o salão das mesas com os sushimen ao fundo preparando os pratos.
O esquema do restaurante é simples. Os garçons entregam 2 papéis e a mesa pede quanto de cada prato vai querer. Não tem limite de rodadas nem de quantidade de itens por prato pedido. Só que o cliente não pode desperdiçar comida. A cada peça pedida deixada de fora, o cliente paga R$ 1,50.
O que me agrada é a variedade de itens disponíveis para o rodízio. Além de sushis,sashimis, rolls e temakkis existem opções bem interessantes, como a porção de nirá (restrito a sazonalidade), a lula empanada ou o espetinho de camarão. Os pratos são super bem feitos e o sashimi muito bem cortado, chegando a desmanchar na boca. Uma boa dica é pedir o sashimi poonzo . Ele vem levemente tostado nas bordas. Não perguntei ao garçon qual o procedimento utilizado para dar aquela testura, mas achamos que ele é ligeiramente passado na chapa. Ah! uma outra dica que nem consta no cardápio é o Makkishow, esqueci de anotar os ingredientes, mas você pode pedir de olhos fechados, sem medo de errar!
| (Sashimi poonzo) |
O ponto fraco da casa para mim são as bebidas. Mais de uma vez que chegamos lá e a cerveja não estava no ponto ideal. Se bem que comer um rodízio de sushi tão gostoso a base de cerveja é meio complicado. O "efeito estufa" age muito mais rápido e acaba tirando o espaço das deliciosas iguarias. Então, como teria que acordar as 7 da manhã do sábado para ir no treino de judô, resolvi não radicalizar no saquê. Perguntei à macacada que tinha chegado antes de nós e já havia iniciado os trabalhos na cerveja como ela estava. Não senti muito empolgação por parte deles quanto a loira supostamente gelada, resolvi pedir uma caipivodka então. O garçon disse que tinha uma a base de "lima da pérsia". Eu, matuto com origens em Floresta do Riacho do Navio, no Sertão de Pernambuco, pedi na hora: Me dá uma frescura dessas daí mesmo!
| ( caipivodka de lima da Pérsia - Muita fireula e pouco conteúdo) |
Tem nome bonito e um "visu" até bacana, mas não achei nada demais. Pensando no treino do dia seguinte, abortei a operação etílica da noite e acabei no refri mesmo. Maldita coca-cola imperialista!
| (tá bonito esse Yakissoba hein?!) |
Não podia terminar a noite sem fazer menção ao yakissoba e o harumakki de camarão da casa.
Mas, para fechar com chave de ouro,a boa notícia é que a sobremesa também está inclusa no rodízio. Tá, nem todas as sobremesas do cardápio estão. Quase nenhuma pra falar a verdade. Entretanto, vai dizer que esses harumakis (canudinhos) de chocolate/ banana/morango com sorvete de creme e calda não compensam a falta de opções?
Chega ao fim a primeira night gourmant do blog e me despeço de todos com a foto da macacada que apreciou juntamente comigo esse banquete. Um alô para Rafa, Luana, Mago, Fabi, Carlinha, Dudu, Carla (sim , são duas Carlas diferentes) e um beijo para minha esposa Lu.
Faltando apenas o julgamento do local: Preço recebe uma nota 8,5 pois apesar de estar um pouco acima do mercado o que é oferecido acaba por compensar; Cardápio nota 10, além de variado é tudo muito bem feito; Atendimento nota 8, apesar de estarem sempre atenciosos, algumas vezes esqueciam o que tínhamos pedidos e tínhamos que relembrar-los. O ponto fraco do local são as bebidas. Cerveja não tão gelada, caipivodka sem personalidade e o refri també não estva tão gelado, nota 6. O ambiente merece uma nota 8. A localização em um casarão histórico de Botafogo merece uma nota 9. Isso dá uma média de 8,25
abs macacada!
Dia de semana vale muito mais a pena, pois o restaurante funciona a kilo. Por volta de R$43/kg.
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