Do que trata essa joça?

O zé boa vida compartilha experiências que tornam a vida ainda melhor. Podem ser gastronômicas, culturais, etílicas ou simplesmente contemplativas. A idéia é contribuir com aqueles que estejam interessados em visitar algumas das cidades já exploradas pela macacada!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Melhor vista do Rio - Escalando a Pedra da Gávea (Nota 9,25)

Essa é a postagem inaugural do blog. Deveria começar falando da minha terra natal, Recife, pois é a que teria mais assuntos para serem abordados. Mas a estrada é longa e eu certamente ainda falarei muito sobre a Veneza brasileira.


Por quê então começar com o Rio de Janeiro, e logo com a Pedra da Gávea? Bem, já vai completar 3 anos que vivo em solo carioca, portanto, é a segunda cidade que eu tenho mais propriedade para sugerir programinhas para vocês. Como a idéia é apresentar experiências gerais, mas bem detalhadas, tenho nesse exato momento acesso a algumas fotos de quando eu resolvi escalar a Pedra da Gávea com um grupo de amigos. Dessa forma, posso fazer uma postagem mais interessante do que qualquer outro programa nesse exato momento.


Dizer que o Rio é lindo ou que é uma terra abençoada por Deus é chover no molhado. Mas acredito que o grande diferencial do Rio é o contraste entre morro, floresta, praias, concreto e lagoas. Fica até difícil acreditar que estamos na segunda maior cidade do Brasil quando vemos tantas florestas encravadas no meio da cidade. Esse contato com a natureza permite ao carioca viver num rítmo mais "slow", sempre de bem com a vida.


Também curto muito isso, esse contato com a natureza, e em Janeiro de 2009 recebi um convite de um amigo meu de infância que também está morando no Rio para fazer uma trilha que o alemão que morava com ele tinha mostrado a ele. Perguntei se não era uma trilha muito casca grossa, pois nunca tinha feito algo semelhante. Ele disse que era de nível médio, mas como eu era um ex-atleta e ainda dava umas malhadas de vez em quando não iria sentir nada. Aceitei o convite e já de pronto chamei uns outros amigos.


A idéia era simples: sábado Às 8 hs da manhã nos encontraríamos no super mercado Zona Sul da Pç General Osório no início de Ipanema para o café da manhã reforçado, a base de frutas,pães e sucos. Depois pegaríamos um busão e desceríamos no início da barra, segundo ponto de ônibus após a saída do Túnel do Joá. Teríamos que começar a subir a pedra, no máximo às 9 30hs (o que já é bem tarde se tratando de trilhas) para evitar o sol forte do meio dia. 


Resultado, como éramos um grupo de 7, a maioria baladeiro, só chegamos todos às 9 hs no Zona Sul. Por volta das 10 pegamos um busão na beira-mar e rumamos para o nosso destino. No caminho, uma maior figuraça se interessou pelo nosso programa. O cara também era de Recife e vivia no Rio a um tempão. Ganha a vida com instrutor de vôo livre. O caminho de busão pela orla por si só já vale o dia. O Vidigal com certeza tem a melhor vista do Rio, ao menos era o que eu acharia até o fim do dia.







Descemos do ônibus e o relógio começou a contar o tempo de caminhada para o topo da pedra da gávea. Atravessámos a ponte velha, passamos por um monte de motéis e chegamos a um condomínio. Lá pedimos licença ao vigilante e pedimos para ele tirar uma foto nossa . Saca a felicidade da galera, sem saber o que estava por vir:

Aproveitando para mandar um abração para toda a macacada que participou dessa empreitada : Mano, Bel, Mi, André, Marina e Doidão. No fim éramos 4 recifenses, um mineiro, uma carioca e uma alemã. 

Começamos a subida que duraria 3 horas para chegarmos até o topo da Pedra da Gávea. A pedra da Gávea que pelo Wikipedia  é um monólito de gnaisse com topo de granito subindo 842 metros acima do nível do mar, e o maior bloco de pedra a beira mar do planeta. Ou seja, a parada é alta. Mas não precisava ser uma trilha tão íngreme né?!  Dá uma olhada na situação roots da trilha :











É o caminho todo assim, usando as raízes como corrimão e o da frente servindo de cobaia para descobrir os buracos e os galhos que acabam batendo na cabeça do cidadão.  A pedra já foi cenário do filme dos trapalhões e é cheia de lendas a seu respeito, dizem até que é um portal para outra dimensão e tem algo a ver com os extra terrestres. Mas o que eu achei legal é que até o topo , existem alguns mirantes onde podemos dá uma recuperada legal , como esse aí debaixo, onde vemos o desenho todo geometricamente perfeito da Barra da Tijuca:


Aí já estávamos prestes a chegar na Carrasqueira. Uma escaladinha de 30 mts até certo ponto fácil. Só que o infeliz do meu amigo que organizou o evento, simplesmente não levou corda alguma. O pior, sabe o porquê do nome carrasqueira? muita gente já morreu por lá. Bem, eu que fui menino criado subindo em " pé de árvore" e em telhado do vizinho para recuperar bola de futebol, não ia chegar tão perto do topo da pedra e voltar por causa de medinho né? Mas atenção, a descida foi um pouco complicada e alguma das meninas do grupo passaram maus bocados. Não repitam isso, por favor, e procurem um guia local para fazer esse passeio. No google vocês acham um rapidinho. 


O dia estava meio nublado, o que aumentava o mormaço do verão, e os mantimentos hídricos estavam se esgotando muito rapidamente.(Sugiro levar duas garrafa de 1,5 lts de agua mineral e mais uma de gatoradereidratarpo..a! Nessa hora eu entendi o que aquelas propagandas da tv querem transmitir com a idéia de transpor seus obstáculos, viva no limite e etc.. Passado o êxtase inicial, passamos a contemplar o "visu" e tive que passar a coroa de melhor vista do Rio para o topo da Pedra da gávea. Sorry Vidigal!  Vejam se eu estou errado:








Almoçamos nossas barrinhas de cereais, frutas (não se assustem, a casca de banana da foto foi devidamente recolhida!) e terminamos de vez com os nosso recursos hídricos. Afinal, para baixo todo santo ajuda! Depois deu tempo de tirar um cochilo, meditar, contemplar e até fazer algumas macaquices e poses estranhas para as fotos. Como essa:






Pela inclinação da sombra em relação aos corpos dá para perceber que a idéia de evitar o sol do meio dia tinha ido para o saco a um tempão né? Começamos a descida de volta por volta das 14 hs. A descida realmente foi bem mais rápida que a subida. Para premiar, na finzinho da trilha tem uma cachoeirinha que serviu pra refrescar todo mundo. Não vou negar que aproveitei para matar a sede nela. Até hoje estou vivo e nenhum verme se desenvolveu no meu organismo. Para completar o dia, sei que muito turista que vem para o Rio está a caça de celebridades que nem um paparazzi, e nesse dia, na saída da cachoeira encontramos com o Bruno Gagliasso com a sua namorada, a època, Giovanna Ewbank e mais uns amigos por lá.  Mas por favor, ao ver um artista : be cool! Único global que gosta de tumulto na rua é ex-bbb. Por isso, fizemos de conta que eram reles mortais, demos boa tarde ao cruzar com todos, já que essa era a praxe com todas pessoas que cruzamos durante o dia. Depois foi que uma das meninas falou: - Vocês viram quem eram?

Bem, enfim foi um dia muito especial, e todos saímos muito felizes como vocês podem perceber abaixo:



O vigilante (o mesmo da manhã) perguntou porquê estávamos tão calados. Estávamos sem forças , mas que foram devidamente recuperadas através da água de coco  e, não vou mentir, da coca-cola gelada que bebemos assim que chegamos de volta a civilização. Nos separamos e cada um pegou o seu busão de volta para casa.

Essa foi a primeira trilha que eu fiz no Rio, e até hoje estou com vontade de fazer um curso de montanhismo. Espero resolver essa pendência ano que vem, mas no inverno, para evitar o sol no meu cocoruto.  Fica essa sugestão para os visitantes de passagem pelo Rio.


Eis o meu julgamento quanto ao passeio. Preço é nota 10, pois é de graça; localização 8,5, pois é um pouco complicado para você chegar lá caso não tenha carro; O passeio em si (adrenalina, visual, etc..) é nota 10; A estrutura para quem vai lá é baixa, mas nada diferente de quem está acostumado com trilhas, ainda possui algumas placas e atrilha é bem cuidada, nota 8,5; Isso dá uma média de 9,25.



Abs macacada!

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